Família, a minha. (parte dela)
16/05/2011“Casa de ferreiro, espeto de pau”.
Desde criança vejo minha mãe fazer uso desse velho ditado e tenho que concordar que em muitos momentos, ele é verdadeiro. Prova disso são HDs demais e álbuns (entenda como fotos impressas) de menos, nesta casa.
Basta vasculhar meu antigo PC – sim, todo mundo tem um pézinho no windows – e ver o ano de 2005, ano de nascimento do Felipe e 2006, o primeiro aninho de vida dele, em pastas minuciosamente catalogadas, do parto até a festinha número 1. No armário, álbuns dos primeiros 12 meses, registros da primeira papinha, do primeiro banho de mar (4 meses!), de quando sentou sozinho, engatinhando e dos primeiros passos em meio à mudança para o Rio de Janeiro.
Um tempo depois, eco, fotos reveladas às pressas para as férias nas casas das avós, arquivos e mais arquivos presos dentro dos HDs. Imagens que saíam diretamente das máquinas para os computadores e nunca mais eram vistas novamente, até parecia que ali dentro havia um buraco negro. À ponto do Jr, meu marido, criar uma pasta entitulada “Fotos que Mamãe esconde do Papai“. Sim, eu mereço. Afinal, nos último anos, foi tanto tempo cuidando das fotos dos outros que assumo, faltou tempo para cuidar das minhas próprias.
Pensando nisso, em como o ditado do ferreiro é cruel, mas nem por isso menos verdadeiro, transformei um almoço de família em um mini-ensaio para registrar, do meu jeito, a Mãe Val esperando pelo Otto. Sim isso mesmo: sem produção, sem maquiagem, sem escova no cabelo e sem aviso prévio. Valéria é irmã do Jr, ou seja, minha irmã também. Somos padrinhos do Arthur, esse menininho fofo que vocês verão brincando com o primo no escorregador, e também seremos do bebê Otto, então com 5 meses de gestação na data dessas fotos.
E o que eu quero dizer com esse prosório todo? Bem, fora o fato de mostrar as fotos – que eu realmente fiquei muito feliz por tê-las feito – a mensagem é: fotografem! Mães, irmãs, cunhadas, tias, amigas, madrinhas, agregadas (rapazes, idem!) peguem suas compactas, superzoom ou suas reflex poderosas e fotografem seus filhos, sobrinhos, irmãos, pais, , amigos, filhos dos amigos, vizinhos e todos aqueles que lhes são queridos. Não importa o enquadramento, não importa o ângulo, somente fotografem e imprimam suas fotos. Não estou criando aqui um boicote aos fotógrafos profissionais, estou apenas lembrando que são vocês que presenciam os melhores momentos dos seus entes queridos. O tempo passa rápido, os detalhes se perdem e as fotografias estão aí, pra manter no papel as cenas das quais não queremos nos esquecer. Afinal, não tem coisa mais gostosa que abrir um álbum e sentir aquela saudade boa, daquele momento feliz que passou. E mais: é fantástico poder dividir tais momentos com quem não os pode presenciar. E isso, só mesmo as imagens são capazes de nos proporcionar!
Olhando pra essas fotos, da avó deitada na grama contando histórias para os netos, do Arthur se divertindo com a mãe no balanço, do Pipe admirado com a barriga da Tia, me lembro também do belo local onde fica o restaurante, e posso até sentir o cheirinho da Leitoa à Pururuca saindo do forno. Enfim, detalhes por trás das imagens, sentimentos que podem ser revividos. Então me sinto ainda mais realizada por tê-los fotografado: foi uma tarde muito feliz em família que ajudei a eternizar, uma página de nossas vidas que não cairá no esquecimento e estará sempre aqui, ao alcance da mão e do coração.
Enfim: esse post é antes de mais nada um lembrete à mim mesma do que realmente importa nessa vida. =)
Com vocês: Mamãe Val + Otto Augusto, Vovó Martha, Tio Dindo Junior, Arthur (o irmão mais velho), Pipe (o primo coruja) e Elis (a Dinda babona, atrás das lentes). =)
PS: Ditado do Ferreiro 1.567.895 x Elis 1. E reagindo!












| Comentários (10) | categoria: 
8 comentários
Elis, só de ler esse post já me dá vergonha. Minhas pastas de fotos pessoais pra editar e pra imprimir só vão aumentando. E é tão gostoso quando a gente vê as fotos impressas (mesmo que já saiba como ficaram, ao contrário dos tempos do filme)! E quando está a família toda curtindo os álbuns, relembrando momentos bacanas? Bom demais!
Mas já estou me organizando pra começar a tirar as bichinhas do computador e colocá-las em álbuns lindos, alegrando minha casa.
Beijos
Isso aí… tem que registrar, guardar… mostrar. foto é pra isso mesmo!
Falar o quê: caminhão pipa mode on.
Te amo, meu bem.
Adorei a “sacodida”! Vou correndo no meu HD salvar algumas perdidas no tempo para imprimir!!! Beijos!!
Com palavras simples e sem rodeios foi dito tudo de um convívio familiar onde o amor está acima de tudo.Li como se estivesse lendo um livro delicioso onde se devora as páginas para chegar ao final,junte mais fatos e escreva,vá ao passado e coloque aqui,será um prazer ler mas me avise um beijo grande
Que coisa linda…
O amor, a alegria e o cuidado mútuo são constantes nessa família “free” que eu amo tanto.
Parabéns, Elis, por conseguir registrar e mostrar pra todo mundo o que você vê e vive todos os dias.
Elis, fiquei muito emocionada com seu texto. Já li e reli mil vezes e sempre o carro pipa entra em ação, não tem jeito.
Foi realmente um dia muito lindo e feliz. Nós com nossas crianças e com a vó e ainda um leitão a pururuca de dar gosto, uai!
Olho pras fotos, lembro de minha barriga e do carinho dos pequenos e do teu carinho também e posso olhar pro Otto que agora está aqui ao meu lado, com 3meses e meio de vida e muitaaaaaa vida, graças a Deus!
Muito bom ter as fotografias para recordar, mas muito melhor quando a gente sabe que o retratista as tirou com amor e foi isso que aconteceu e sempre acontece quando é você a responsável pelos registros.
O amor se transporta para fora da fotografia e nos contagia!
Obrigada,
Bjs
Val
Nus…muito atrasada! Não tinha visto essas fotos!
Que isso?
Quanto amor e quanta beleza!! E o resultado agente tá vendo aí!!
Otto lindo de morrer….puxou o irmão Tuz, o primo demais de lindo! o Tio, D.Martha…Linda e Linda!! e essa fotógrafa perfeita por tabela! Ai o Wilber me mata!! Tambemmmm…
Um Beijo
Tia Beia @beavasconcellos