Na categoria Ato Fotográfico
Brincadeiras em família
29/06/2010Domingo, finzinho de tarde, eu, Jr e Pipe no Jardim Botânico de Brasília. Enquanto eles brincavam com o Woody e o Buzz, eu brincava com a caçulinha da família: uma 17-40mm f4 L. =)
Logo postarei o ensaio todo. Beijos.
Ensaio RN | Beatriz
26/05/2010Vou aproveitar as fotos do ensaio da Beatriz, uma linda princesinha que veio encher de luz a vida da Andréa e do Augusto, para falar um pouco sobre os ensaios RN.
RN, de recém-nascido, é a sessão de fotos que fazemos logo nos primeiros dias de vida do bebê. Neste momento, o objetivo principal das fotos é registrar a fragilidade e a delicadeza do bebê e, como contra ponto à isso, destacar o forte vínculo de amor e proteção dos pais para com seu filho.
Para garantir um ensaio tranquilo e confortável para a criança, o ideal é que a sessão seja realizada nas duas semanas após o nascimento, pois dentro deste período, o bebê ainda dorme boa parte do tempo e, tomando-se os devidos cuidados, dificilmente irá se irritar. Uma boa alternativa é realizar o ensaio na própria residência da família, de forma que o bebê não estranhe a mudança repentina em sua rotina e mãe e filho se sintam mais confortáveis, além de tornar o ensaio mais íntimo e pessoal. Essa escolha não nos impede de reproduzir fotos em estilo de estúdio, pois uma estrutura em menor escala é levada para o local onde serão feitas as fotos.
Para finalizar o post, deixo aqui algumas premissas que eu costumo respeitar para ter um ensaio RN tranquilo e, consequentemente, boas fotos:
- Priorizar o período da tarde para o ensaio. Quem tem filho sabe como são as primeiras noites dos pais de primeira viagem. Logo, pela tarde, a mamãe estará mais descansada e bem disposta.
- Não marcar compromisso algum que limite o tempo do ensaio. O ensaio RN depende exclusivamente do humor do bebê. Será ele quem ditará quanto tudo vai durar. Logo, a sessão pode levar tanto 40 minutos, quanto 2 horas.
-Respeitar as vontades do pequeno. Por mais que a criança possa estar acostumada a mamar de duas em duas horas, qualquer mudança mínima que seja em sua rotina, a fará mudar seus hábitos. A segurança do seio da mãe pode ser requisitada repetidas vezes. Então é primordial ficar atento e, se necessário, dar uma pausa nas fotos, ao menor sinal de desconforto ou irritação do bebê. Eu sempre aproveito esses momentos para fazer fotos de detalhes, seja do próprio ato de amamentar ou mesmo de coisas do bebê, como o quartinho, lembrancinhas, etc. Ou seja, esqueça seu relógio em casa. =)
- Usar música clássica ou bem tranquila como som ambiente.
- Evitar poses que deixem o bebê inseguro. Recém-nascidos não gostam de se sentir privados do contato físico, pois ainda tem as sensações de proteção intra-uterina muito fortes em sua memória. A proximidade e o toque dos pais deve estar sempre presente. Nas fotos em que o bebê for permanecer sozinho (num cesto ou sofá, por exemplo), é sempre bom deixá-lo embalado numa mantinha para que ele se sinta protegido e ir retirando o tecido progressivamente enquanto fotografa. As fotos de bebês sustentados em slingues ou tira de panos que vemos em vários sites especializados em fotografia RN não agridem a criança, como muitos pensam. Na verdade, o pano faz a vez da placenta e esse envolvimento traz segurança ao bebê.
- Evitar o uso de flash, pelo menos no início da sessão, por dois motivos: o flash assusta os bebês, mesmo quando estão dormindo e a luz natural é sempre maravilhosa para esse tipo de fotografia. Para isso é indicado o uso de lentes claras. Eu utilizo uma fixa (50mm f/1.8) e uma meia-tele (24-70mm L f/2.8) em meus ensaios.
- Ficar atento à produção para o ensaio. Mantas limpas e confortáveis e demais acessórios sempre devem ter o seu backup. Explico: bebês são imprevisíveis e, sem fraldas, mais ainda. Assim sendo, tenha sempre a mão peças para substituir a produção, bem como lencinhos umidecidos, caso nosso convidado especial resolva dar sua contribuição. E torça para que isso aconteça! Assim você saberá que ele está relaxado e seguindo sua rotina, normalmente.
E sem mais delongas, Beatriz! =)
Estilo – Cada um tem o seu
15/03/2010Fotografia é arte. E, assim como toda arte, sua forma depende de quem a executa e das influências que recaem sobre o artista no ato da criação. Obviamente que há uma teoria, um conjunto de regras que norteia e embasa a fotografia em si. Lembro-me bem de quando estava começando a fotografar, há pouco mais de 4 anos atrás e um colega fotógrafo me orientou: “Observe e estude as regras. Assim, de posse delas, será mais fácil quebrá-las”. Confesso que na ocasião, não entendi muito bem o que ele quis dizer. Mas hoje vejo que, a partir do básico e do trivial, se consegue definir um estilo próprio, o seu estilo de fazer as coisas. Como se usássemos a mesma base e estrutura para dois edifícios, mas com acabamentos diferentes, ou o mesmo talharim al dente, servido ora com um molho feito por mim e ora com outro feito por você. Estilo é tempero, é aquilo que imprime a nossa marca, nosso gosto pessoal.
Eu particularmente, sou adepta dos cortes fechados, dos altos contrastes, do uso de luz pontual para criar relevo e textura. Também me deixo influenciar pela lomografia, da qual gosto muito pelas cores e pela forma despretensiosa de como é feita. Meu sonho é fazer um ensaio usando exclusivamente uma Holga. Mas isso é assunto para outro post… Luz natural me fascina. Não há nada mais maravilhoso do que usar a luz do dia à seu favor e criar a partir dela. Só para resumir e não ficarmos horas aqui neste post.
Então, guarde bem essa palavrinha: ESTILO. Ela será fundamental na escolha por quem registrará seus momentos. Mesmo porquê, é muito importante que você se identifique com o estilo do artista, para que assim o resultado seja o mais satisfatório possível. E lembre-se: um ponto crucial na relação profissional/cliente é a confiança em seu trabalho. Portanto, se você gostou do estilo e vocês conversaram a respeito do que você espera das fotos, ótimo. Então agora relaxe. Se houver empatia, certamente você e sua família estarão em boas mãos. =)
Imitando a lomografia (através de processo digital)


Luz Pontual

Luz Natural

Para saber mais:
Porque, é primavera!
22/09/2009
Organizando as fotos nos HDs externos (ou pelo menos tentando fazer isso), achei algumas relíquias minhas. As primeiras fotos, lá do comecinho, quando fotografar profissionalmente era só um projeto. Entre elas, muitas flores. Todo iniciante na fotografia faz foto de florzinha, muitas, várias. De todos os ângulos possíveis e imagináveis. De fato, fotografar flores é um belo exercício porque, além de agradável (a não ser que esteja no meio de uma ventania elas ficam quietinhas e não dão trabalho algum) você pode treinar bastante enquadramento e aprender a lidar com a profundidade de campo, brincando com a abertura. Comigo não foi diferente.
Então, brindando a primavera que começa hoje, 22 de setembro, com um lindo dia chuvoso e fresquinho em Brasília (quem mora aqui sabe dar valor aos dias de chuva), vindas diretamente dos idos da falecida Canon A40, e seus destemidos 2mp, que tanto me ajudou a registrar momentos ímpares da minha vida, uma foto de florzinha para vocês.
Certamente amanhã, haverão flores por todos os lados. Então peguem suas câmeras e divirtam-se!
=)

Por que eu fotografo – Parte II
07/09/2009Eu realmente amei várias fotos do ensaio que fiz com a Anna Paula. O que me deu vontade de compartilhar com vocês como o “ato fotográfico” funciona dentro da minha cabeça. =)
Eu tenho por hábito fazer uma espécie de brainstorm visual antes de cada ensaio. Dentro da Administração de Empresas, brainstorm é uma metodologia usada para a exploração de idéias sobre determinado assunto. No meu caso, funciona assim: se eu vou fazer um ensaio gestante, passo algum tempo vendo fotos de gestantes, buscando idéias novas. Vou anotando poses e esquemas de luz que me chamam a atenção, faço um bate-papo comigo mesma sobre eles. Isso tudo vai ficando armazenado aqui dentro, nem sempre dá para colocar em prática tudo num só ensaio, pois isso depende de vários fatores.
Além se servir como fonte de inspiração, essas “andanças” (que incluem internet, revistas e livros) me fazem aperfeiçoar em muitos aspectos. Uma vez que eu me deparo com uma foto que me chamou a atenção, vou tentar interpretá-la a meu modo. Qual a mensagem? Qual sentimento ficará implícito ou explícito nela? Qual esquema de luz deverei usar para conseguir esse resultado? Qual ângulo? Isso tudo é muito enriquecedor.
O fato é que, quando se fotografa pessoas normais como eu ou você (não somos modelos, não estamos habituados a ficar diante das lentes), não se pode impor uma foto. Você pode, no máximo, sugerir. Você sugere uma pose, sugere uma roupa. Isso faz parte da direção e, todo fotógrafo que se preze deve saber conduzir a cliente, de forma que ela se sinta segura. Você tem que dar tempo para que a pessoa vá se soltando, vá se acostumando a ficar ali na frente, tarefa a qual eu sei que não é das mais fáceis.
Esse é um dos principais motivos que me levam a deixar o esquema low key (fundo preto) para a metade final do ensaio. Nesse tempo, já se estabeleceu a empatia com a cliente, que já está mais confiante e desenvolta. Independente se vamos fazer fotos mais básicas ou mais elaboradas, já se é possível trabalhar nas fotos a dramaticidade que o preto sempre exige, em menor ou maior grau.
É também no fundo preto que eu procuro dar mais ênfase à feminilidade da gestante. Como mulher e mãe, eu sei que durante os nove meses de gestação, nosso lado maternal cresce de forma que quase tudo fica em segundo plano. Diante do espelho vemos diariamente uma mãe se formando, tanto mental quanto fisicamente falando. Com a avalanche hormonal e de sentimentos, pode ser até que nos esqueçamos de nós enquanto mulheres que somos. Por isso, em cada ensaio, eu busco sempre resgatar a beleza feminina que, ao meu ver, se realça ainda mais com a maternidade. Independente do físico, dos quilos a mais que sempre ganhamos, a mulher quando grávida fica plena e muito bela.
Isso me faz voltar às fotos da Anna. Eu achei que fomos muito felizes neste ensaio. É maravilhoso quando eu faço uma foto que me leva a pensar: “poxa, que foto bacana!” E nessa sessão eu me peguei pensando nisso várias vezes. É recompensador porque fotos assim, são o resultado da sintonia entre os dois lados, de quem está atrás e na frente da câmera.
Bem, essa é a minha visão das coisas. Espero que a nossa modelo também veja assim! Eis duas fotos que gostei bastante. Há tbém uma sequência feita em high light com um lenço azul que também ficou linda. Essa eu mostro depois!
=)


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